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16 de fev. de 2011

O QUE SABER ANTES DE COMPRAR UM CAVALO

Os cavalos são animais magníficos, exemplo de força e sensibilidade na natureza. Mas são animais que exigem muito dos donos, não só em termos de tempo e dedicação, mas também em termos financeiros.

É importante saber escolher o cavalo que se ajusta às suas necessidades. Embora seja a beleza que se destaque nestes animais, ao escolher um cavalo deve pensar sobretudo em:



Personalidade


Os cavalos estão divididos em 2 grandes grupos em termos de temperamento:

  • cavalos de sangue frio, mais calmos, mais pesados; O Shire é um exemplo de cavalos de sangue frio
  • cavalos de sangue quente – mais leves, rápidos e nervosos; O Puro Sangue Lusitano é um cavalo deste tipo.Muitas vezes refere-se cavalo de sangue morno, que são aqueles com temperamento e conformação intermédia.

    Utilidade


    Embora todos os cavalos sejam rápidos e fortes, existem alguns que são mais velozes e ágeis e outros mais corpolentos e resistentes.

    É importante definir qual a utilidade que o cavalo vai ter. Mais uma vez, pode-se dividir os cavalos em dois grandes grupos:

    • Cavalos forte e resistentes indicados para trabalho agrícola e desportos de tracção. São geralmente altos e pesados, tal como o Shire.
    • Cavalos ágeis, rápidos e teatrais são mais indicados para as disciplinas de Alta Escola e corridas, como por exemplo os Puro Sangue, Lusitano ou Inglês.

    Beleza


    O cavalo ideal é aquele mais fiel ao Stub Book, ou estalão da raça. Mas cada cavaleiro tem o seu padrão ou cor preferida. Escolha o cavalo com base no temperamento e utilidade e depois utilize as suas preferências estéticas para desempatar. Nem todas as cores ou padrões estão disponíveis em todas as raças, mas existem várias possibilidades de cor e padrão dentro dos dois grandes grupos de cavalos, exceptuando os padrões mais específicos, como por exemplo a pelagem pintalgada do Knabstrap. Mas como foi dito, não deixe a beleza ser o principal factor de escolha ou pode acabar com um cavalo que não se adapta ao seu estilo de vida.

    Conhecimento prévio


    Antes de comprar um cavalo deve familiarizar-se com os cuidados de que necessitam e também deve aprender a montar a um nível básico.

    Na maioria dos casos, as pessoas que pensam em comprar um cavalo, já estão a ter aulas de equitação. É importante saber que disciplina pretende seguir para poder comprar um cavalo que mais se ajusta a ela. Embora dentro dos grandes tipos, a maioria dos cavalos seja competente em vários desportos, a competição está cada vez mais renhida e a especialização dos cavalos também. Ou seja, se escolher saltos, corrida ou dressage tipicamente está a optar por um cavalo de sangue quente ou intermédio, mas das várias raças existentes deste tipo, algumas são mais adequadas à corrida e outras a dressage.

    Ao ter aulas de equitação também pode aprender a higiene básica de um cavalo. Tente entrar mais neste campo oferecendo-se para acompanhar o tratador a fazer as várias tarefas de forma a aprender o mais possível.

    Bons profissionais


    Antes de comprar um cavalo deve procurar rodear-se de bons profissionais. Deve ter um veterinário perto, de preferência que tenha a capacidade de se deslocar rapidamente a qualquer hora ao estábulo do animal. Deve procurar informar-se sobre os principais problemas nos cavalos para saber reconhecer sintomas, por exemplo uma cólica pode ser fatal para os cavalos em pouco tempo.

    Outro aspecto importante é ter um bom ferrador. Muitas pessoas ignoram o impacto negativo que ferraduras mal construídas ou aplicadas incorrectamente podem ter na vida do cavalo.

    Para além disso, é preciso também contratar um treinador que ensine o cavalo. Os cavalos são animais que têm de ser sempre treinados, o que deve ser feito por um bom profissional, caso contrário, o cavalo pode facilmente ganhar vícios e até traumas.

    Esforço financeiro


    Para além do custo de bons profissionais, existem muitos outros custos a ter em conta. O custo do animal por si só já é dispendioso, para além de exigir quase sempre transporte. Por essa razão, pode ter de investir numa roulote própria. Tem a possibilidade de alojar o cavalo numa escola de equitação, que geralmente têm boxes para alugar, ou então construir um estábulo para o animal.

    A manutenção mensal também não é comparável aos custos que se tem com outros animais de estimação.

    Dedicação


    Os cavalos são animais que exigem muita manutenção. Todos os dias tem de se limpar a box do cavalo, duas vezes por dia é o indicado, e deve-se montar o cavalo pelo menos 3 a 4 vezes por semana para criar e manter o afecto e confiança do animal. Isto implica que no Inverno, vai ter de trabalhar com o cavalo à chuva, a não ser que construa um picadeiro coberto. Implica ter de arranjar solução para o cavalo durante as férias. Contas feitas, tem de passar muito tempo a trabalhar para o cavalo e com ele.


    Para quem realmente gosta de cavalos, todo o tempo, custos e dedicação são compensados largamente pelo companheirismo e o sentimento de quase fusão do homem com um animal que o cavalo permite.

27 de out. de 2010

A Limpeza dos Cascos




Comece pelo membro dianteiro ,posicionando-se corretamente, ou seja, se você vai limpar as patas dianteiras, fique em pé do lado do cavalo. Quando o cavalo já estiver acostumado, ele logo erguerá a pata ao sentir o toque de suas mão em seus membros. Uma prática segura é empurrar a espádua do cavalo com seus ombros para que ele desloque seu peso para as outras patas. Uma vez que a pata estiver levantada segure-a com uma mão e limpe com a outra.
No membro traseiro o processo é parecido com o das patas dianteiras, mas talvez um pouco mais complicado devido a conformação do animal (anatomia do jarrete). Primeiro levanta a pata para frente, somente depois vire-a para trás. Para pegar a pata traseira, fique de pé ao lado da garupa na altura da anca do cavalo. É importante ficar bem perto, pois caso o animal tente dar coice, será mais fácil esquivar-se. Apóie as duas mãos na garupa do animal e depois vá descendo por trás do quarto traseiro do animal. Quando suão mãos atingirem a canela faça leve pressão até que ele dobre seu jarrete e estenda-o para frente (antes de vira-lo para trás).
Segure a pata de seu cavalo distante do chão para que ele perceba que você quer mantê-la em suas mãos. Faça com que perna, joelho e jarrete dobrem naturalmente.
Quando a perna estiver em suas mãos, ou em seu colo, e o cavalo não estiver mais puxando, comece a limpeza do casco. Para a sua segurança, nunca limpe enquanto o cavalo estiver puxando, ou tentando estirar.
O material usado é um limpador de metal, normalmente coberto com borracha onde você segura. Mas, a maioria prefere o modelo de plástico ou ferro. Existe alguns que ainda tem uma escova acoplada para fazer a limpeza dos entulhos mais fácil.Medidas de Segurança
Com um cavalo novo ou irrequieto amarre-o ou tenha alguém para segura-lo. Com um cavalo novo ou irrequieto amarre-o ou tenha alguém para segura-lo.Nunca mexa, ou tente levantar a pata sem antes manter um contato com a parte superior do corpo do animal, pois os mesmos podem reagir dando coices ou pulando de surpresa.Nunca sente no chão para limpar os cascos de um cavalo. Você fica sem mobilidade caso o cavalo queira se mexer ou dar coice.Nunca casqueie um cavalo quando estiver descalço, pode ser perigoso.Caso moscas sejam o problema, passe um spray repelente em seu cavalo, antes mesmo de segura-lo, para evitar que o incomodem.

Ferração


Na rotina do tratamento do seu cavalo não deve esquecer-se dos cuidados a ter com os cascos, pois são essências para mantê-lo saudável. Desde os seus primeiros anos o cavalo deve ser inspeccionado por um ferrador de 6 em 6 semanas, mesmo que seja somente para aparar os cascos. Em caso de o animal precisar de usar ferraduras, para tornar o trabalho mais confortável, estas também deverão ser tiradas num período de 6 semanas para que os cascos sejam aparados.
O dono do cavalo deve limpar os cascos pelo menos um vez por dia e verifica-los assim como as ferraduras para, se necessário contactar o ferrador. Deve também saber retirar uma ferradura solta para agir em casos de emergência, deve fazê-lo do seguinte modo:

          Levantar o casco e, utilizando um saca-rebites, cortar as pontas dos cravos que estão dobradas para fora;
          Usar a turquês para separar a ferradura do casco, começando do talão (atrás) para a pinça (frente);
          Agarrar a ferradura a frente e arrancá-la com a turquês puxando para trás.



Métodos de Ferração:
O cavalo pode ser ferrado de dois modos: a frio ou a quente. Na ferração a frio a medida das ferraduras é a mesma da do casco, podendo o ferrador fazer alguns acertos na sus forma. Apesar destas ferraduras não ficarem tão perfeitas como as acertadas a quente, um cavalo bem ferrado a frio fica melhor servido do que um mal ferrado a quente. Na ferração a quente a ferradura, previamente aquecida é encostada ao casco; as desigualdades do corte do casco que necessitam ser corrigidas antes de colocada a ferradura são reveladas pela área chamuscada. Esta parte do casco pode ser queimada e pregada sem que o cavalo se magoe pois não possui nervos.


Tipos de Ferraduras:
O material geralmente utilizado nas ferraduras é o aço, no entanto podem ser feitas de outros matérias: de alumínio (usadas nos cavalos de corrida dado que são mais leves); de plástico aderente (para cavalos que não suportam os cravos). Existem também ferraduras ortopédicas ou cirúrgicas utilizadas em casos de laminite e de doença do navicular.
As ferraduras de metal são mantidas no lugar por placas triangulares – os arpões. Nas ferraduras das mãos é utilizado um único arpão no meio à frente; as dos pés têm dois nos quartos. Os arpões dos quartos evitam que a ferradura se desloque para os lados, permitindo que o ferrador corte mais o casco à frente e recue um pouco a ferradura no casco; isto evita que o cavalo bata com o pé na mão do mesmo lado.

           

Pitons ou Rompões:
Os pitons são colocados nas ferraduras para dar uma maior aderência. São enroscados em buracos que são feitos nos talões das ferraduras podendo ter várias formas: em bico para um piso duro e, para piso mole forma quadrada. Quando o cavalo não está a trabalhar, os pitons devem ser retirados e os orifícios devem ser preenchidos com um tampão próprio ou com algodão.

Aprendizagem Equina

Comunicação com o Homem:
Parece correcto afirmar, que o homem comunica inconscientemente com o cavalo, pelo odor que exala. Pessoas assustadas e agressivas, libertam odores que revelam o seu estado de espírito ao equino hipersensível, tornando-o apreensivo ou agressivo.
O provérbio «Um homem confiante faz um cavalo confiante» é revelador da hipersensibilidade do animal. Os cavalos sentem o estado de espírito do cavaleiro e reagem com ele. Um cavalo ao ser montado consegue aperceber-se, se está a lidar com uma pessoa experiente ou não, em função dos estímulos que este lhe envia e que o cavalo recebe através das células receptoras que possui ao longo do seu dorso, e de todo o corpo. O homem procura comunicar ao apresentar-se pelo toque ou através de palmadinhas. O afagar é outra forma de comunicação com os cavalos e constrói uma relação entre os dois. O acto de tratamento é um exemplo, e quando se monta, muitas das línguas de cooperação estão relacionadas com o tacto. Por exemplo, a perna exerce pequenas pressões nas células receptoras do cavalo e a mão comunica pelo toque na boca, através de rédeas e freio. Alguns cavalos aprendem a atrair o homem relinchando alto, se a comida vem atrasada.

Comunicação entre Cavalos:
O cavalo é um animal de manada e precisa comunicar com os outros membros da mesma. Claro que não tem discussões filosóficas. Necessitam apenas de transmitir emoções básicas e de estabelecer uma hierarquia de dominância sem recorrer a violência. Os cavalos domesticos tratam o homem como um elemento da manada, pelo que usam o mesmo tipo de linguagem corporal para connosco.
Essa linguagem corporal pode-se manifestar de várias formas:
- Contentamentos:
            - Sinais de Felicidade – Um cavalo satisfeito não se preocupa com os outros que se encontram a sua volta.
- Impaciência:
            - Movimentos de cabeça – Os cavalos não gostam de ser ignorados, podem exigir atenção dando um empurrão com o focinho.
            - Bater com os cascos – Um cavalo pode ficar impaciente quando espera pela comida ou quando esta preso.
- Aborrecimento:
- Dentadas nos outros cavalos -   A dentada significa apenas « a minha posição na hierarquia permite-me morder-te quando me apetecer».
- No estábulo – Se um cavalo quiser ser deixado em paz, vira as costas aos outros cavalos, « não quer conversas ».
Os cavalos comunicam vocalmente, relinchando por companheirismo ou por excitação.

Habituação:
A aprendizagem também se pode processar através da habituação, que consiste na diminuição de tendências para responder aos estímulos que se tornam familiares, devido a exposição contínua aos mesmos.
Pode ser exemplificado do seguinte modo:
Um cavalo quando e exposto a um ruído súbito assusta-se, mas se ruído for repetido, duas três vezes, o susto vai diminuindo gradualmente ate ser ignorado.
O mesmo acontece quando se prepara um cavalo, durante o processo de desbaste para ser montado. Primeiramente faz-se o aquecimento passando-o à guia, durante o qual se fazem vários movimentos repentinos, como levantar a mão para sacudir uma mosca, bater com o pé no chão etc…
A primeira vez que o cavalo presencia estes movimentos assusta-se, mas depois de serem repetidos várias vezes, já os consegue reconhecer como sendo familiares.
Os cavalos têm normalmente medo de água, pois não conseguem ver o chão através dela. Este tipo de medo, envolve um processo mais delicado de aprendizagem. O cavalo tem de se sentir confiante, e o homem por sua vez tem de lhe mostrar que não existe nenhum mal com uma pequena poça de agua e que não há motivo para ter medo.
No inicio, ao molhar as patas reage logo, acelerando o passo e até pode saltar, mostrando-se desconfiado, mas depois de muita insistência do homem e de recusa por parte do cavalo, acaba por passar sem receios.
O processo de habituação já se finalizou.
No que se refere à aprendizagem cognitiva, um cavalo adquire vários elementos de conhecimento ou cognições, que se organizam para serem utilizados.
O homem quando exercita um cavalo, ou seja quando o passa á guia, ou por outras palavras, quando o submete a um teste de preparação física, aplica a voz, que o associa aos vários andamentos de cavalo.
Homem --à Cavalo:  Voz calma à Passo
                                   Voz Alta e Firme à Trote
                                   Voz mais alta e firme à Galope
                                   Assobiar calmamente à Passo
Daqui se conclui que o < O cavalo aprende fazendo, e não de outro modo>.

Um Teste à Comunicação:
Segundo Paul Watzlawick, em 1904, o sonho de se estabelecer a comunicação entre homem e o cavalo, tornou-se real, a noticia espalhou-se.
Hans, era um cavalo com o qual Wilhelm Von Osten estabeleceu comunicação. Ensinou-lhe aritmética, a dizer as horas e a reconhecer pessoas através de fotografias.
Hans, batia com a pata no chão, para comunicar, Batia uma vez para o A e assim por diante.
O Cavalo foi submetido a várias experiências para se verificarem que não existiam truques na comunicação, pois respondia sempre correctamente aos problemas que o seu dono lhe punha, e passou a todos com distinção.
Mas foi mais tarde que Stumpt descobriu o seguinte:
O cavalo falhava sempre que a solução do problema que lhe era posto não era conhecida por nenhum dos presentes. O cavalo também falhava quando lhe punham palas que o impediam de ver as pessoas.
Daqui pode-se concluir que o cavalo ao longo do tempo deve ter aprendido a resolver problemas e a prestar mais atenção, a responder ás mudanças de postura do seu dono. A recompensa era o facto principal da motivação e atenção de Hans.

Conclusões:
O cavalo doméstico ocupou sempre um lugar importante na vida humana. Quando os cavalos foram domesticados, é provável que desempenhassem dois papéis.
Os cavalos das florestas, mais lentos, eram provavelmente bestas de carga. Os cavalos das planícies, mais velozes que um meio para deslocações rápidas.
Nos nossos dias, os cavalos já não são usados nas batalhas, os tractores substituíram-nos na agricultura e o motor a diesel é o principal meio de transporte, mas os cavalos continuam a merecer um grande estima. Desde que foram domesticados que os humanos os reproduziam selectivamente de modo a satisfazerem necessidades especificas ou conceitos de beleza. Há agora vários tipos diferentes de cavalos e um grande número de raças específicas reconhecidas internacionalmente. Tal como no passado, os diferentes tipos de trabalho requerem diferentes tipos de cavalos.

25 de out. de 2010

Aprender a Montar

Para aprender a montar, o fundamental para ser bem sucedido mantém-se, quer seja o seu objectivo atravessar belas paisagens em passeios pelo campo, quer tenha sonhos de competir internacionalmente: um óptimo professor, um cavalo adequado e um ambiente seguro. Perante a vontade de aprender, aspectos como a idade e a existência de uma deficiência são aspectos irrelevantes, devendo, neste último caso, existir um aconselhamento médico e procura de uma escola e um professor qualificados.
Caso surja oportunidade de montar um cavalo ou um pónei de um amigo deve sempre adquirir bases sólidas podendo, para além de fazer aulas de equitação, pedir conselhos aos seus amigos com experiência na área e procurar em revistas de equitação as opções que lhe convém. Encontrar uma boa escola de equitação que lhe dê estas bases não é difícil, por exemplo em Inglaterra, a garantia de altos desempenhos é dada pelas escolas membros da Associação das Escolas de Equitação Britânicas e a aprovação pela British Horse Society reconhecida mundialmente; nos Estados Unidos, existe o Programa de Certificação do Instrutor de Equitação Americano, embora, segundo a Federação Equestre Nacional dos Estados Unidos, existam só instrutores que não cumpriram este programa.
Escolher uma Escola de Equitação:
Após ter feito uma pesquisa de possibilidades, faça uma visita as instalações e assista a uma aula para principiantes. Para avaliar a qualidade de uma escola deve ter em conta alguns pontos essenciais:
  • Cavalos e póneis que aparentem estar em boa forma e serem amigáveis;
  • Cavalariças limpas;
  • Arreios e equipamentos limpos e em boas condições;
  • Estábulos, vedações e campos bem arranjados;
  • Empregados simpáticos, alunos que pareçam satisfeitos e professores competentes.
Todavia, deve ficar reticente se observar:
  • Cavalos em más condições físicas e que ameaçam morder ou dar coices;
  • Ferramentas e equipamento espalhado ao acaso;
  • Arreios sujos ou partidos;
  • “Paddocks” de má qualidade e edifícios e vedação em mau estado;
  • Empregados antipáticos e professores rudes.
O Equipamento Essencial para montar:
O mais importante na compra de equipamento é você sentir-se confortável e seguro. É essencial uma protecção para a cabeça, ou “toque”, que tenha um tamanho adequado e obedeça aos padrões de segurança, assim como calçado seguro: as botas jodhpur ou as botas de borracha são uma solução muito pouco dispendiosa. Usar botas de sola rígida ou calçado desportivo torna-se perigo dado que podem escorregar para dentro dos estribos ou estes podem ficar na ponta dos pés.
Caso não queira investir em calções de montar no início, opte por roupas nem muito largas nem muito apertadas, calças sem costuras de lado (são muito mais confortáveis que “jeans”) e umas luvas de algodão ou lã. Pode também adquirir um colete de protecção, quando iniciar o salto de obstáculos, principalmente em “cross country”.
As primeiras lições:
As primeiras aulas devem ser individuais, podendo mais tarde ter lições em grupo onde tirará mais proveito e divertimento.
Provavelmente no inicio, sentir-se-á um pouco nervoso e surgir-lhe-ão questões tais como:
  • Será que vou fazer figura de “parvo”?
  • Será que vou perder o controlo?
  • Será que vou cair e magoar-me?
  • Será que vou ter dores depois de montar?
A resposta deve ser sempre não. O professor deve estar sempre no controlo, escolhendo um cavalo calmo e experiente e conduzi-lo por uma guia (uma rédea longa com que se controla o cavalo enquanto este anda em círculo), assim, só tem que seguir as indicações e fundamentos do professor, ficar bem concentrado e adaptar-se ao movimento do cavalo.
No inicio, o ideal é montar uma vez por semana, no entanto se o fizer duas vezes por semana vai progredir mais rapidamente. Entre as aulas pode nadar, pedalar ou saltar á corda pois estes exercícios ajudam a tonificar os músculos que são utilizados quando monta.
Comunicar com os Cavalos:
Ao aprender a montar você também vai estar a apreender a comunicar com estes animais.
A sua postura quando se senta em cima do cavalo é muito importante, e não é apenas para ficar bonito, mas também para que consiga dar indicações ao cavalo com o assento, as pernas, as mãos e também a voz. A primeira coisa a aprender é manter o equilíbrio a passo, depois a trote e em seguida o galope.
No passo, deve conseguir contar até 1,2,3,4 ao ouvir as batidas dos cascos; no trote o ritmo é 1,2 à medida que o cavalo avança as pernas em pares de diagonais; no galope o cavalo já se move a um ritmo de 1,2,3. A galope o cavalo dá passadas maiores com um dos membros anteriores, assim ao galopar em círculo, este membro deve ser o do lado de dentro devido ao equilíbrio.Nenhum cavaleiro, nem mesmo os melhores, deixa de aprender e é sempre necessário muita prática. Pode ter em conta os seguintes conselhos:
  • Não olhe para baixo mas sempre para onde quer ir;
  • Não sustenha a respiração, pois fica mais descontraído;
  • Ao segurar as rédeas pense que têm um passarinho nas mãos agarre-o para que não fuja mas não o aperte para não o magoar;
  • Ao trotar ou a galopar tente captar o movimento com a cintura; um bom cavaleiro apesar de parecer que está quieto acompanha o movimento do cavalo.
Compreender a mentalidade do Cavalo:
Para aumentar a sua confiança tente apreender a lidar com os cavalos e a pensar como eles: sempre que possa mexa, limpe e aparelhe os cavalos, ao mesmo tempo que fala com eles calmamente: evite os gestos bruscos e sons fortes, pois até o pónei mais dócil pode assustar-se com estes estímulos.
O cavalo, têm um ângulo de visão de aproximadamente 360º, com um ângulo morto à frente, devido aos seus olhos estarem nos lados da cabeça. Utilize a linguagem corporal para comunicar com os cavalos, (por exemplo: se os olhar directamente nos olhos, têm tendência para se afastarem), mas sempre aproximando-se por um lado em que o possam ver.
Fazendo Progressos:
Ao longo da sua aprendizagem, não deve resistir ao deparar-se com obstáculos difíceis de ultrapassar ou se não tiver uma evolução contínua, deve procurar o seu professor sempre que algo o preocupa.
A etapa que sucede à aprendizagem das bases à guia é montar em escola num recinto fechado. Geralmente este recinto tem à volta letras A, K, E, H, C, M, B e F, que não têm um significado conhecido mas a frase em inglês “All King Ed ward´s Horses Can Manage Big Fences” é uma boa mnemónica. Estas letras servem de ponto de referência ao fazer os círculos. Pode juntar-se a um grupo para fazer aulas em campo aberto, após ter conseguido andar a passo, trote e galope com segurança. Isto vai ajudá-lo a ganhar confiança e também a aperceber-se que os cavalos se tornam mais atentos ao que os rodeia nesse meio que em recinto fechado.
Observar cavaleiros mais experientes, (a trabalhar, em vídeo, em competição vai também ajudá-lo pois vai ter uma noção visual da maneira correcta de montar podendo isso influenciá-lo.
Trabalho sobre Obstáculos e Trabalho no Plano:
Trabalhar sobre cavaletes e obstáculos pequenos só lhe vai trazer vantagens, mesmo que goste de sentir os pés do seu cavalo bem assentes no chão: para além de incentivar o cavalo a fazer uso dos membros posteriores no trabalho vai ensinar-lhe a captar o ritmo do cavalo, a coordenar os movimentos e a equilibrar-se. O cavalo cria a sua impulsão (energia) na parte de trás, na garupa e nos membros posteriores, enquanto que essa energia é controlada e dirigida pelas suas mãos, é por isso que os saltos e o trabalho no plano são actividades que se complementam.
A sua iniciação nos saltos irá ser feita com varas no chão e cavaletes. Vai aprender a montar sobre linhas de varas paralelas cuja distância vai ser adequada as passadas do cavalo. Com o passar do tempo o percurso de obstáculos vai fazer combinar todas as técnicas que aprendeu.

21 de out. de 2010

Tipos de pelagem

Pelagem tordilha clara
Pelagem tordilha
Palomino
Alazão
Castanho médio
Castanho escuro
Pelagem preta
Ruão
Baio
Pelagem pintada
Malhado
Malhado

15 de out. de 2010

Truques e segredos

O movimento da cauda
Ao contrário dos cães, o movimento da cauda num cavalo é sinal de irritação, que podem usar como acto de defesa. Recomenda-se que se faça um nó à cauda quando se tem de estar na parte posterior do cavalo.
Saber se uma égua está prenha
Se uns dias depois da cópula, pôr-se um macho perto da fêmea, ela reagirá de forma agressiva. Por outro lado, se ela não estiver fecundada, irá deixar que o macho se aproxime. Este é um truque bastante eficaz. De qualquer forma, apenas estaremos seguros por completo ao realizar uma ecografia.
Saber se um cavalo tem febre
Se o comportamento do nosso cavalo for um pouco estranho e não tivermos um termómetro à mão, uma forma de verificar é tocando-lhes nas orelhas. Se estão quentes, então é um sintoma de febre, apesar de também poder significar outras coisas.
Significado do movimento das orelhas
É um dos meios principais que o cavalo tem para comunicar. Normalmente significa que está à procura de um ruído. Mas também podemos distinguir os diferentes movimentos das orelhas. Se estão direitas ou para a frente significa que encontrou qualquer coisa de lhe inquieta. Se estão verticais, quer dizer medo. As orelhas inclinadas um pouco para trás podem ser sintoma de irritação, e se estão completamente para trás, o cavalo está chateado. Se as orelhas do nosso cavalo estão em sentidos diferentes, quer dizer que não percebeu o que queríamos dizer-lhe. Quando o cavalo dorme, ele fica com as orelhas caídas, mas se ouvir algum ruído e ele não as levantar rapidamente, devemos verificar o estado da sua saúde, porque pode ser sintoma de alguma doença.
Visão do cavalo
O tamanho dos seus olhos maiores do que os da baleia ou do elefante, têm um grande campo de visão, de quase 360 graus. Só que a sua visão à frente e atrás deixa um pouco a desejar. Isto é bastante importante de ter em conta quando o vamos montar. À noite, a visão do cavalo é melhor que a do Homem.
Reconhecer o seu nome
Para que o cavalo saiba que o estamos a chamar, devemos dar-lhe um nome. O nome tem que ser curto, a rondar as duas sílabas. Para conseguirmos que ele reconheça o seu nome, devemos dizer o seu nome sem que ele nos veja, até que o cavalo reaja por curiosidade, e então nessa altura devemos recompensar-lhe até que ele aprenda.
Evitar mordidelas
O cuidado dental do cavalo é muito importante. Portanto devemos evitar tudo aquilo que possa fazer mal aos dentes.
Manter o cavalo deitado
É uma coisa complicada de fazer, especialmente se o cavalo sofreu de algum acidente. Quando conseguir pô-lo deitado, a forma de os manter deitados é pondo um joelho sobre a cabeça e outro sobre o pescoço por algum tempo. Não pode tapar-lhe a visão porque ele iria ficar mais nervoso assim.
Curar as bolhasA primeira coisa a fazer é pôr gelo sobre o inchaço e pressionar a zona com uma fita. Também podemos por um pedaço de terra molhada sobre a bolha. Este tipo de feridas devem ser controladas durante os dias seguintes, para que fique sempre limpa evitando irritações e infecções.

24 de set. de 2010

7 Erros na alimentação dos cavalos

Aqui estão sete dos erros alimentares mais comuns a cavalo, e como evitá-los

Erro # 1: Prestar muito pouca atenção à forragem
Idealmente, a alimentação do cavalo é principalmente do feno e forragem, com pequenas quantidades de concentrados, tais como alimentos de grãos, granulado ou doce. Mas muitas vezes, pouca ênfase é colocada sobre a qualidade da forragem oferecida, diz Kathleen Crandell, PhD, um nutricionista equina de Kentucky Equine Research em Lexington. "Muitas pessoas pensam que o feno é apenas distração para o cavalo e não percebem que é uma fonte importante de calorias que pode variar muito de qualidade. Se você já tentou de tudo para aumentar o peso de um cavalo, mas continua alimentando-o com o mesmo velho e feio feno, a mudança para um feno de capim de folhas que não excessivamente maduro é uma maneira muito segura para obter mais calorias.

Erro # 2: Superalimentação de grãos
Grãos e alimentos doces são potentes fontes de energia. Na verdade, eles contêm mais carboidratos solúveis do que os cavalos exigem. E alimentar um cavalo com mais concentrados do que ele precisa pode ser prejudicial à sua saúde: A ingestão de muitas calorias leva à obesidade, e grãos de amido em alta quantidade tem implicado em uma variedade de problemas de saúde, incluindo cólicas e laminite. Para a maioria dos cavalos, quanto menos grãos, melhor.

Erro # 3: Alimentação, em volume, em vez de peso
Se você segurar uma lata de café cheia de milho em uma mão e uma contendo aveia na outra mão, você vai notar uma diferença significativa de peso - o milho é mais pesado, e tem também mais calorias do que outros alimentos. Claro, estamos todos acostumados a escavar uma porção uniforme de alimentos nas refeições, mas quando se trata de cálculo de nutrição, é o peso que importa, e não o volume. Então tome cuidado com os baldes de medida universais.

Mesmo peletizada e alimentos doces pode variar em densidade e volume. "Dois fabricantes diferentes pode dar alimentos que parece similar à marca de gordura, fibra e proteína, mas a densidade pode ser muito diferente", diz Crandell. "Eu pesava uma série de diferentes alimentos em uma lata de café, até descobrir que alguns estavam perto de um quilo de peso diferentes, mas iguais em volume."

Erro # 4: Dando o alimento errado para o cavalo errado
Em todo o catálogo de fabricantes de ração hoje você vai encontrar uma variedade de alimentos em sacos etiquetados para tipos específicos de cavalos - crescente jovens, adultos em trabalho, éguas em cria, idosos, etc Todos são formuladas para fornecer a quantidade exata de calorias e nutrição que os animais precisam, e dando a alimentação errada para o cavalo errado pode resultar em desequilíbrios que podem ser prejudiciais.

Erro # 5: Sobrecarga de nutrientes
"Um erro comum é a adição de suplementos à dieta do cavalo, sem primeiro verificar para ver se a ração que o cavalo está comendo já está sobrecarregando-o com algum nutrientes específico", diz Crandell. Para evitar a criação de desequilíbrios prejudiciais, deve-se calcular os nutrientes que o cavalo está recebendo a partir de sua ração de base antes da adição de uma vitamina ou suplemento mineral.
Se você estiver incerto sobre as necessidades nutricionais do seu cavalo, consulte o seu veterinário ou um zootecnista.


Erro # 6: Falta de oferta de sal
Sódio e cloreto - os componentes do sal de cozinha - são eletrólitos essencial para muitas funções corporais. Ambos são perdidos no suor e devem ser suplementados na dieta. Estes também são os únicos nutrientes essenciais que não estão presentes naturalmente em gramíneas e grãos. Os cavalos têm um apetite natural de sal e consumir o que eles precisam se a oportunidade. Colocando um bloco de sal no pasto do rebanho é a maneira mais fácil de acesso a esse nutriente vital, mas para garantir que todos os cavalos buscar o sal que eles precisam, você pode decidir lançar vários blocos ou até mesmo colocar um pequeno bloco em baias cada cavalo.

Erro # 7: Oferta de pouca água fresca à livre escolha
Muitas pessoas ainda se apegam à noção de que a oferta de água fria para um cavalo quente, suando, irá causar cólica.
Entretanto, os pesquisadores sabem agora que a oferta de uma bebida fresca a um cavalo quente não faz mal, e vai ajudá-lo a recuperar mais rapidamente do esforço. Na verdade, garantindo que os cavalos tenham acesso a um suprimento de água fresca e limpa é uma das melhores maneiras de reduzir os riscos de cólicas por impactação, especialmente naqueles mantidos principalmente alimentando-se de forragem seca.