Juan Pablo Zuasnabar está no Brasil para fazer uma demonstração das suas habilidades com cavalos. O uruguaio de 33 anos que já trabalhou com Monty Roberts (homem que inspirou o filme “O Encantador de Cavalos” de Robert Redford), vai estar este fim-de-semana no Campeonato Carioca de Saltos. Durante a visita à Sociedade Hípica Brasileira, Juan Pablo vai demonstrar um pouco da técnicar aprendida com o mestre e aproveita também para ministrar cursos durante a estadia no Rio de Janeiro. | ||
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24 de mai. de 2011
Encantador de cavalos no Rio de Janeiro
11 de mar. de 2011
Harley-Davidson Horse Trials já começou
| COMPLETO | ||
Estão inscritos para os concursos de Vale Sabroso mais de 80 conjuntos. Karin Donckers está de volta! A belga, n.º 6 do mundo, já conquistou em Vale Sabroso duas motas Harley-Davidson, e trouxe este ano quatro cavalos, para tentar a terceira: Eloubet, Lamicell Unique, Extebaria Van't Verahof e Rhomale. Pela frente terá, para além de compatriotas, concorrentes da Austrália, Brasil, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Cazaquistão, Holanda, Suíça, África do Sul e claro, de Portugal. Vão representar o nosso país Augusto Calça e Pina, Duarte Seabra, Francisco Seabra, Frederico Mexia de Almeida, Frederico Serra, João Bacatelo, João Duarte Silva e Manuel Grave Os CIC* e CIC** H-D Trophy têm início esta quinta-feira e decorrem até dia 27 de Fevereiro, com os percursos de cross uma vez mais a cargo de Eric Winter. Lista de participantes AQUI Resultados da Dressage (de quinta-feira) AQUI Horários:Dressage1* : 24 Fev, 14h00 Dressage 2*: 25 Fev, 10h00 Cross-Country: 26 Fev,10h00 Inspeção Veterinária: 27 Fev, 09h00 Saltos de Obstáculos: 27 Fev, 11h00 | ||
16 de fev. de 2011
O QUE SABER ANTES DE COMPRAR UM CAVALO
Os cavalos são animais magníficos, exemplo de força e sensibilidade na natureza. Mas são animais que exigem muito dos donos, não só em termos de tempo e dedicação, mas também em termos financeiros.
É importante saber escolher o cavalo que se ajusta às suas necessidades. Embora seja a beleza que se destaque nestes animais, ao escolher um cavalo deve pensar sobretudo em:
Os cavalos estão divididos em 2 grandes grupos em termos de temperamento:
É importante saber escolher o cavalo que se ajusta às suas necessidades. Embora seja a beleza que se destaque nestes animais, ao escolher um cavalo deve pensar sobretudo em:
Personalidade
Os cavalos estão divididos em 2 grandes grupos em termos de temperamento:
- cavalos de sangue frio, mais calmos, mais pesados; O Shire é um exemplo de cavalos de sangue frio
- cavalos de sangue quente – mais leves, rápidos e nervosos; O Puro Sangue Lusitano é um cavalo deste tipo.Muitas vezes refere-se cavalo de sangue morno, que são aqueles com temperamento e conformação intermédia.
Utilidade
Embora todos os cavalos sejam rápidos e fortes, existem alguns que são mais velozes e ágeis e outros mais corpolentos e resistentes.
É importante definir qual a utilidade que o cavalo vai ter. Mais uma vez, pode-se dividir os cavalos em dois grandes grupos:
- Cavalos forte e resistentes indicados para trabalho agrícola e desportos de tracção. São geralmente altos e pesados, tal como o Shire.
- Cavalos ágeis, rápidos e teatrais são mais indicados para as disciplinas de Alta Escola e corridas, como por exemplo os Puro Sangue, Lusitano ou Inglês.
Beleza
O cavalo ideal é aquele mais fiel ao Stub Book, ou estalão da raça. Mas cada cavaleiro tem o seu padrão ou cor preferida. Escolha o cavalo com base no temperamento e utilidade e depois utilize as suas preferências estéticas para desempatar. Nem todas as cores ou padrões estão disponíveis em todas as raças, mas existem várias possibilidades de cor e padrão dentro dos dois grandes grupos de cavalos, exceptuando os padrões mais específicos, como por exemplo a pelagem pintalgada do Knabstrap. Mas como foi dito, não deixe a beleza ser o principal factor de escolha ou pode acabar com um cavalo que não se adapta ao seu estilo de vida.
Conhecimento prévio
Antes de comprar um cavalo deve familiarizar-se com os cuidados de que necessitam e também deve aprender a montar a um nível básico.
Na maioria dos casos, as pessoas que pensam em comprar um cavalo, já estão a ter aulas de equitação. É importante saber que disciplina pretende seguir para poder comprar um cavalo que mais se ajusta a ela. Embora dentro dos grandes tipos, a maioria dos cavalos seja competente em vários desportos, a competição está cada vez mais renhida e a especialização dos cavalos também. Ou seja, se escolher saltos, corrida ou dressage tipicamente está a optar por um cavalo de sangue quente ou intermédio, mas das várias raças existentes deste tipo, algumas são mais adequadas à corrida e outras a dressage.
Ao ter aulas de equitação também pode aprender a higiene básica de um cavalo. Tente entrar mais neste campo oferecendo-se para acompanhar o tratador a fazer as várias tarefas de forma a aprender o mais possível.
Bons profissionais
Antes de comprar um cavalo deve procurar rodear-se de bons profissionais. Deve ter um veterinário perto, de preferência que tenha a capacidade de se deslocar rapidamente a qualquer hora ao estábulo do animal. Deve procurar informar-se sobre os principais problemas nos cavalos para saber reconhecer sintomas, por exemplo uma cólica pode ser fatal para os cavalos em pouco tempo.
Outro aspecto importante é ter um bom ferrador. Muitas pessoas ignoram o impacto negativo que ferraduras mal construídas ou aplicadas incorrectamente podem ter na vida do cavalo.
Para além disso, é preciso também contratar um treinador que ensine o cavalo. Os cavalos são animais que têm de ser sempre treinados, o que deve ser feito por um bom profissional, caso contrário, o cavalo pode facilmente ganhar vícios e até traumas.
Esforço financeiro
Para além do custo de bons profissionais, existem muitos outros custos a ter em conta. O custo do animal por si só já é dispendioso, para além de exigir quase sempre transporte. Por essa razão, pode ter de investir numa roulote própria. Tem a possibilidade de alojar o cavalo numa escola de equitação, que geralmente têm boxes para alugar, ou então construir um estábulo para o animal.
A manutenção mensal também não é comparável aos custos que se tem com outros animais de estimação.
Dedicação
Os cavalos são animais que exigem muita manutenção. Todos os dias tem de se limpar a box do cavalo, duas vezes por dia é o indicado, e deve-se montar o cavalo pelo menos 3 a 4 vezes por semana para criar e manter o afecto e confiança do animal. Isto implica que no Inverno, vai ter de trabalhar com o cavalo à chuva, a não ser que construa um picadeiro coberto. Implica ter de arranjar solução para o cavalo durante as férias. Contas feitas, tem de passar muito tempo a trabalhar para o cavalo e com ele.
Para quem realmente gosta de cavalos, todo o tempo, custos e dedicação são compensados largamente pelo companheirismo e o sentimento de quase fusão do homem com um animal que o cavalo permite.
7 de dez. de 2010
Estágios do sono
Como você se sente depois de uma noite ruim e de dormir pouco? Péssimo, não é? O seu cavalo também precisa ter uma boa noite de sono e pode acordar de mau-humor!
Portanto, não o perturbe! Ainda mais por possuírem diferentes níveis de relaxamento durante o sono, e podem até sonhar.
O seu cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, portanto, o fator mais importante é a segurança. Pois seu instinto de defesa requer que esteja sempre pronto para fugir quando surpreendido.
Observa-se que cavalos domésticos, acostumados a dormir protegidos em baias, quando soltos em pastos, lugares abertos e grandes, eles tornam-se agitados e dormem pouco até se acostumar com a rotina do local e ter certeza que está seguro para dormir profundamente. Mas quando é solto um grupo de cavalos, as coisas ficam mais fáceis, mas ainda há um período de adaptação. Enquanto um grupo dorme, um dos membros fica de sentinela.
Saiba que os cavalos podem dormir em pé, e até possuem ligamentos especiais nos membros posteriores, que os permite sustentar-se enquanto dormem. Sabendo as posições dos cavalos, você pode saber em que estágio está o sono e em que estágio está o relaxamento do animal, pois se refletem na posição em que dormem. Portanto quando se encontra o cavalo em pé podemos dizer que está cochilando, e permanece fazendo alguns movimentos com o pescoço, vibrações na pele, abanando o rabo e alternando o membro posterior que se encontra em repouso.
De acordo com o estágio de sono, o animal recebe diferentes estímulos cerebrais. Um estágio bem interessante é o do sono médio pois, durante o estágio as ondas cerebrais atuam como se o animal ainda estivesse acordado e seus olhos parecem piscar mesmo estando fechados. Neste período do sono o corpo descansa enquanto o cérebro continua em atividade.
Detectando o sonoSono Profundo - no sono profundo o animal deita-se totalmente sobre um dos lados do seu corpo, mantendo inclusive um dos lados da cabeça e do pescoço encostados no chão, numa postura de completo relaxamento.
Sono Médio - no sono médio o cavalo deita-se sobre a coxa e a paleta do mesmo lado, flexionando os membros colocando as patas quase debaixo do corpo e a cabeça pode estar erguida ou com focinho apoiado no solo. O período desse sono é importantíssimo para o descanso e a tranqüilidade do seu animal. O estágio que o corpo repousa enquanto o cérebro continua em atividade.
Sono Superficial - o sono superficial é quando o cavalo se encontra numa dormência muito leve. Ocorre com maior freqüência com os cavalos adultos, que passam grande parte do seu sono em pé, por possuírem os ligamentos especiais.
Entre esses três estágios de sono, o cavalo gasta em média 6 a 8 horas por dia. Não se sabe exatamente a duração de cada estágio de relaxamento, mas pode-se dizer que, em devidas condições de conforto, o período de sono médio tem uma duração de 2 horas no total, somadas em 4 ou 5 pequenas sessões. Mas, enquanto o cavalo descansa o cérebro continua trabalhando. Uma das regiões do cérebro que continua em atividade é o córtex. O animal só relaxa completamente durante o sono profundo, quando se deita sobre um dos lados do seu corpo. È importante lembrar que para que os cavalos tenham boas horas de sono e um pouco de sossego para o descanso precisam ter seu próprio espaço, limpo, organizado e confortável, isso faz parte do ciclo vital.
Portanto, não o perturbe! Ainda mais por possuírem diferentes níveis de relaxamento durante o sono, e podem até sonhar.
O seu cavalo só dormirá tranqüilo se tudo estiver seguro, portanto, o fator mais importante é a segurança. Pois seu instinto de defesa requer que esteja sempre pronto para fugir quando surpreendido.
Observa-se que cavalos domésticos, acostumados a dormir protegidos em baias, quando soltos em pastos, lugares abertos e grandes, eles tornam-se agitados e dormem pouco até se acostumar com a rotina do local e ter certeza que está seguro para dormir profundamente. Mas quando é solto um grupo de cavalos, as coisas ficam mais fáceis, mas ainda há um período de adaptação. Enquanto um grupo dorme, um dos membros fica de sentinela.
Saiba que os cavalos podem dormir em pé, e até possuem ligamentos especiais nos membros posteriores, que os permite sustentar-se enquanto dormem. Sabendo as posições dos cavalos, você pode saber em que estágio está o sono e em que estágio está o relaxamento do animal, pois se refletem na posição em que dormem. Portanto quando se encontra o cavalo em pé podemos dizer que está cochilando, e permanece fazendo alguns movimentos com o pescoço, vibrações na pele, abanando o rabo e alternando o membro posterior que se encontra em repouso.
De acordo com o estágio de sono, o animal recebe diferentes estímulos cerebrais. Um estágio bem interessante é o do sono médio pois, durante o estágio as ondas cerebrais atuam como se o animal ainda estivesse acordado e seus olhos parecem piscar mesmo estando fechados. Neste período do sono o corpo descansa enquanto o cérebro continua em atividade.
Sono Médio - no sono médio o cavalo deita-se sobre a coxa e a paleta do mesmo lado, flexionando os membros colocando as patas quase debaixo do corpo e a cabeça pode estar erguida ou com focinho apoiado no solo. O período desse sono é importantíssimo para o descanso e a tranqüilidade do seu animal. O estágio que o corpo repousa enquanto o cérebro continua em atividade.
Sono Superficial - o sono superficial é quando o cavalo se encontra numa dormência muito leve. Ocorre com maior freqüência com os cavalos adultos, que passam grande parte do seu sono em pé, por possuírem os ligamentos especiais.
Entre esses três estágios de sono, o cavalo gasta em média 6 a 8 horas por dia. Não se sabe exatamente a duração de cada estágio de relaxamento, mas pode-se dizer que, em devidas condições de conforto, o período de sono médio tem uma duração de 2 horas no total, somadas em 4 ou 5 pequenas sessões. Mas, enquanto o cavalo descansa o cérebro continua trabalhando. Uma das regiões do cérebro que continua em atividade é o córtex. O animal só relaxa completamente durante o sono profundo, quando se deita sobre um dos lados do seu corpo. È importante lembrar que para que os cavalos tenham boas horas de sono e um pouco de sossego para o descanso precisam ter seu próprio espaço, limpo, organizado e confortável, isso faz parte do ciclo vital.
Súplica do cavalo ao seu dono
A ti, dono meu, elevo está súplica:
Dai-me regularmente , de comer e beber.
Terminado meu trabalho, proporciona-me abrigo confortável para que eu descanse e recupere as energias.
Examina continuamente, meus pés e escova meu pelo.
Se eu recusar alimento examina minha boca; pode ser uma úlcera que me empeça de comer ou meus dentes me doam.
Fala-me calmamente. Tua voz incentiva, não o chicote ou o bridão. Acaricia-me, de quando em quando; pagar-te-ei todo o carinho, aprendendo e servindo-lhe melhor, pagando, em suma, amor com amor.
Não cortes minha cauda, pois com ela espantos insetos que costumam atormentar-me.
Não puxe violentamente as rédeas, nem me apliques fortes relhadas, ao eu ter dificuldade em subir ladeiras sob carga pesada.
Não me maltrates com os calcanhares, nem me batas, quando não entender seus desejos; faz com que compreendas teu pensamento.
Dou-te sempre tudo que puder. Se acaso, me recusar a obedecer, verifica se não estou mal ensilhado ou se meu freio não me perturba, ou ainda se algo molesta meus pés, causando-me dor.
Se eu assustar não me castigues; verifica, se minha vista apresenta algum defeito.
Não me obrigues a carregar ou arrastar um peso superior as minha forças, nem a trotar velozmente em estradas ou pisos escorregadios.
Se eu cair ajude-me a levantar; se eu tropeçar não me culpes por isso.
Não acrecentes ao meu medo diante de suas fortes chibatadas.
Defende-me dos causticantes raios solares, se fizer frio, cobre-me, quando eu estiver repousando.
Quando a velhice tornar-me inválido, lembra-te dos serviços que te prestei; não me vendas, nem me deixes morrer a mingua; sacrifica-me, então, sem padecimentos, tu mesmo, ser-te-ei grato por isso!
Rogo-te tudo isto em nome daquele que quis nascer em um estábulo
Terminado meu trabalho, proporciona-me abrigo confortável para que eu descanse e recupere as energias.
Examina continuamente, meus pés e escova meu pelo.
Se eu recusar alimento examina minha boca; pode ser uma úlcera que me empeça de comer ou meus dentes me doam.
Fala-me calmamente. Tua voz incentiva, não o chicote ou o bridão. Acaricia-me, de quando em quando; pagar-te-ei todo o carinho, aprendendo e servindo-lhe melhor, pagando, em suma, amor com amor.
Não cortes minha cauda, pois com ela espantos insetos que costumam atormentar-me.
Não puxe violentamente as rédeas, nem me apliques fortes relhadas, ao eu ter dificuldade em subir ladeiras sob carga pesada.
Não me maltrates com os calcanhares, nem me batas, quando não entender seus desejos; faz com que compreendas teu pensamento.
Dou-te sempre tudo que puder. Se acaso, me recusar a obedecer, verifica se não estou mal ensilhado ou se meu freio não me perturba, ou ainda se algo molesta meus pés, causando-me dor.
Se eu assustar não me castigues; verifica, se minha vista apresenta algum defeito.
Não me obrigues a carregar ou arrastar um peso superior as minha forças, nem a trotar velozmente em estradas ou pisos escorregadios.
Se eu cair ajude-me a levantar; se eu tropeçar não me culpes por isso.
Não acrecentes ao meu medo diante de suas fortes chibatadas.
Defende-me dos causticantes raios solares, se fizer frio, cobre-me, quando eu estiver repousando.
Quando a velhice tornar-me inválido, lembra-te dos serviços que te prestei; não me vendas, nem me deixes morrer a mingua; sacrifica-me, então, sem padecimentos, tu mesmo, ser-te-ei grato por isso!
Rogo-te tudo isto em nome daquele que quis nascer em um estábulo
Os sentidos dos equinos
Orelhas para trás indicam raiva ou medo | Orelhas para frente indicam interesse pelo que ocorre no ambiente | Uma orelha para trás e outra para a frente indicam certa incerteza |
Os cavalos tem os sentidos da visão, audição e olfato mais desenvolvidos do que o homem. A face longa característica do cavalo não é necessária apenas para conter seus grandes dentes: ela também abriga os sensíveis órgãos do olfato. Os olhos ficam mais para o alto do crânio, nos lados da cabeça, propiciando aos cavalos boa visão periférica, mesmo quando pastam. As orelhas são grandes, capazes de se movimentar e apontar em direção ao mais leve ruído. Por natureza, o cavalo vive em rebanhos e demonstra grande afetividade em relação aos outros membros do grupo, sendo esta lealdade facilmente transferida ao seu dono. Uma vez desenvolvida a ligação afetiva , o cavalo se esforça muito para executar ordens, por mais difíceis que sejam. Por isso esses animais tem sido vítimas de abusos cruéis, mas também são muito amados, talvez mais que qualquer outro animal na história da humanidade. Apesar de sua forte associação com seres humanos, o cavalo ainda conserva seus instintos naturais de comportamento. Defendem seus espaço e amamentam os filhotes, e precisam sempre de companhia.
Cuidados especiais com a pelagem no inverno são fundamentais para manter seu cavalo saudável e com rendimento máximo durante todo o período de frio
Alguns acham bonito, outros uma amolação. Porém é necessário evitar que a pelagem dos eqüinos fique muito comprida e espessa no inverno. Este cuidado deve ser tomado especialmente por proprietários de cavalos atletas, ou de animais que são submetidos à manejo intenso. Os donos de cavalos que vivem soltos no pasto não precisam se preocupar, já que a pelagem representa uma mecanismo natural de defesa contra as baixas temperaturas. Mas aqueles cujos cavalo transpiram muito ou são banhados diariamente após a prática de esporte (ou qualquer outra atividade hípica), a pelagem é um problema que precisa ser acompanhado de perto. Se a pelagem estiver muito espessa ou comprida, em poucos minutos de trabalho o cavalo ficará completamente encharcado. E ao final dos exercícios o animal peludo custará a secar, já que a evaporação é muito mais lenta em baixas temperaturas. Dar-lhe um banho é pior ainda, especialmente quando está ventando, já que a queda bruca de temperatura pode acarretar uma série de doenças. Vale salientar também que a pelagem só exerce seu efeito de isolamento térmico se estiver seca. Quando está molhada, ela acelera o resfriamento.
Outra pergunta freqüente de muitos criadores é se os cavalos devem ser mantido em abrigos durante os períodos de frio. Cavalos fortes e bem alimentados não se incomodam muito com as baixas temperaturas, desde que estejam secos e com a pelagem natural (não tosqueada). A pelagem é tão eficiente que a neve cai sobre o dorso de cavalos que vivem em regiões geladas e não derrete. Ou seja, o calor do corpo do animal fica completamente isolado do ambiente externo. No entanto, alguns animais são mais sensíveis à exposição de correntes de ar frio, por isso é recomendável que tenham sempre acesso fácil a um abrigo, que pode ser um bosque, uma encosta de um morro ou uma cabana.
Cavalos que vivem encocheirados geralmente não estão acostumados com o frio, já que passam grande parte do dia e da noite protegidos por portas e janelas das baias. É necessário tomar cuidado para evitar choques térmicos quando os animais são levados ao trabalho. Os animais tosqueados, que transpiram menos e secam mais rápido, precisam ser cobertos por capas durante o dia e a noite, exceto na hora do trabalho. O toque nas orelhas pode determinar se um cavalo está com frio, e a eventual necessidade de capas mais grossas ou finas.
Concluindo, a melhor maneira de determinar o procedimento a ser tomado com um cavalo é equacionado uma gama de fatores como temperatura, umidade, intensidade de trabalho, sistema de manejo e outros. Seguindo estes passos você garante a saúde e o bem-estar do seu cavalo. Com ou sem frio.
27 de out. de 2010
Origem e evolução do Cavalo
| Origem e evolução do Cavalo |
O primeiro equídeo de que há registos foi classificado pelo nome deHyracotherium. Era um pequeno animal de floresta nos primórdios do Eoceno. Este pequeno animal, que não media mais de 30 cm ao garrote era muito diferente em aparência dos cavalos que vemos hoje em dia. Era na verdade um pouco parecido com um cão: dorso arqueado, pescoço curto, pernas curtas e uma longa cauda. A sua alimentação era à base de frutas e folhagem de árvores. Graças à sua morfologia, este pequeno animal tinha tanta facilidade em saltar como um veado, sendo apenas mais lento e um pouco menos ágil. Este pequeno equídeo foi em tempos conhecido pelo nome de Eohippus, que significa “cavalo do amanhecer”. - Sendo um animal de floresta/pântano, possuía quatro dedos em cada membro anterior e três em cada membro posterior. Aquilo que é actualmente o cascoera uma das unhas, estando ainda presente em alguns cavalos a segunda unha vestigial. A forma como oHyracotherium apoiava as patas era semelhante á dos cães, exceptuando o facto de ter pequeninos “cascos” em cada dedo, em vez de ter garras. - Cérebro pequeno, com lobos frontais especialmente pequenos. - Baixa inserção dos dentes, sendo a dentição composta por três incisivos, um canino, quatro pré-molares distintos e três molares “moedores” em cada lado de cada mandíbula (esta é a constituição dentária dos mamíferos mais primitivos). As cúspides dos molares foram ligeiramente unidas em cristas baixas, dentição típica de um animal omnívoro. Nesta altura da era Eoceno os equídeos não eram muito diferentes dos restantes membros do grupo perissodáctilo. O género em que se inclui o Hyracotherium inclui também outras espécies que podem estar até relacionadas (ou mesmo ser ancestrais) com o rinoceronte e o tapir. Fazendo uma retrospectiva, o Hyracotherium, apesar de ser bastante primitivo, foi um animal que se adaptou perfeitamente ao meio onde habitava. Aliás, ao longo da maior parte do Eoceno, esta espécie sofreu poucas alterações. O corpo e membros mantiveram-se praticamente inalterados, apenas com ligeiras diferenças nos dedos. A maior alteração deu-se ao nível da dentição. À medida que os equídeos começavam a comer mais plantas e menos fruta, começaram a desenvolver mais dentes de moer, para melhor lidar com o novo tipo de alimentação. OrohippusAproximadamente a meio do Eoceno houve uma gradual transição doHyracotherium para um parente próximo. O Orohippus era em tudo semelhante aoHyracotherium, costas arqueadas, pescoço curto, “patas de cão”, focinho curto, etc. A alteração mais significativa verificouse nos dentes. O forma do ultimo pré-molar alterou-se, dando ao animal mais um “dente moedor”. A juntar a isto, as cristas nos dentes eram mais pronunciadas, indicando que o Orohippus estava a comer alimento mais rijo. EpihippusO Epihippus surgiu do Orohippus. Tal como os seus antecessores, possuía ainda bastantes semelhanças com um cão. Cérebro pequeno, quatro dedos nos anteriores e três nos posteriores, patas com almofadas plantares. No entanto a forma dentária continuava a evoluir. Nesta altura os dois últimos pré-molares tornavam-se semelhantes aos molares, proporcionando ao animal cinco “dentes moedores”. Há uma fase posterior do Epihippus, algumas vezes chamada de Duchesnehippus. Não está provado se seria um sub-género ou uma espécie de Epihippus. Este animal era basicamente um Epihippus com uma dentição semelhante ao mesmo, apenas um pouco mais primitivo do que o posterior cavalo do Oligoceno. Fim do período Eoceno, inicio do OligocenoÀ medida que se aproximava o Oligoceno, a fisionomia dos cavalos começava a sofrer algumas alterações. O clima da América do Norte estava a tornar-se mais seco, as ervas a começar a desenvolver-se e as vastas florestas estavam a começar a diminuir de tamanho. A resposta dos animais a esta alteração do seu habitat natural foi o desenvolvimento de uma dentição mais resistente, o alargamento do corpo e começaram a surgir animais um pouco mais altos e com membros que lhes permitiam a fuga em caso de necessidade, uma vez que cada vez mais viviam em espaços abertos. MesohippusA espécie Mesohippus celer surgiu “repentinamente” no ultimo período do Eoceno. Este animal era ligeiramente mais largo e mais alto que o Epihippus, medindo cerca de 50 cm ao garrote. Já não era tão semelhante a um cão. Tinha o dorso menos arqueado, os membros mais compridos, o pescoço mais longo e mais fino, o chanfro estava também mais largo e mais comprido. O Mesohippus tinha três dedos nos seus posteriores e nos anteriores o que era o quarto dedo estava agora reduzido a uma unha vestigial que com o passar do tempo acabaria por desaparecer. Outras alterações significativas: · Hemisférios cerebrais notoriamente mais largos. · Os últimos três pré-molares eram semelhantes aos molares, proporcionando aoMesohippus um conjunto de seis “dentes de moer” semelhantes, com apenas um pré-molar na frente. · Tem as mesmas cristas de dente que o Epihippus, bem-formadas e agudas, mais próprias para moer a vegetação mais resistente. MiohippusPouco depois do aparecimento do Mesohippus celer e do seu parente próximoMesohippus westoni, surgiu um animal semelhante, o Miohippus assiniboiensis. Esta transição ocorreu algo “repentinamente”, mas felizmente foram encontrados alguns fósseis de transição que permitiram relacionar os dois géneros. UmMiohippus era notoriamente mais largo do que o típico Mesohippus, possuindo também um crânio ligeiramente mais longo. O Miohippus começou também a apresentar uma crista nos seus dentes superiores. Esta crista tornou-se uma característica nas mais recentes espécies equinas. Primórdios do MiocénioO Mesohippus acabou por desaparecer a meio do Oligoceno. O Miohippuscontinuou a existir durante algum tempo tal como era, e logo no principio do Miocénio começou a modificar-se rapidamente. A família de cavalos começou a separar-se em pelo menos 2 linhas principais de evolução e mais um pequeno ramo distinto. 1º - Indivíduos com três dedos em cada membro. Estes indivíduos tornaram-se bastante resistentes, espalhando-se gradualmente pelas planícies. Sobreviveram durante cerca de dez milhões de anos. Mantiveram a dentição do Miohippus. Este género inclui o Hipohippus e o Megahippus. 2º - Uma linha de cavalos pigmeus, que acabaram por não sobreviver durante muito tempo. Eram os Archeohippus. 3º - Uma linha de indivíduos que evoluiu através da alteração dos hábitos alimentares, tirando partido dos novos tipos de pasto. Grandes planícies começavam agora a surgir, criando uma nova oportunidade aos “comedores de erva”. Estes precisavam de uma dentição forte e resistente, pois este novo tipo de alimentação era mais difícil de mastigar. O cavalo como animal de planícieÀ medida que a terceira linha de cavalos do Miocénio se começava a alimentar unicamente de ervas, diversas alterações começaram a ocorrer, começando obviamente pela dentição. As pequenas saliências nos dentes começaram a alargar e a formar uma espécie de cristas que ajudavam a moer a comida. Houve um aumento na altura das coroas dos dentes, para que estes pudessem continuar a crescer depois do desgaste do topo do dente, desgaste esse que era provocado pelo movimento continuo de mastigar. Estes cavalos tornaram-se exímios corredores. Houve um aumento no tamanho do corpo, no comprimento dos membros e no comprimento do chanfro. Alguns ossos que antes estavam unidos por ligamentos começaram a fundir-se. A musculatura das pernas tornou-se ideal para os movimentos de andar para a frente e recuar. A alteração mais significativa foi o facto de a partir de dada altura o cavalo começou a manter-se em “pontas dos pés“, ou seja, em vez de apoiar todos os dígitos no chão (como um cão, por ex) passou a apoiar o peso de cada membro sobre um único casco que se desenvolveu com essa finalidade. Esta alteração permitia uma maior velocidade em caso de necessidade de fuga. Esta foi uma das épocas mais interessantes no que toca á evolução do cavalo. A transições podem ser vistas nos seguintes exemplos. KalobatippusEste género não é dos mais conhecidos, mas o seu tipo de dentição parece ser um meio termo entre o Miohippus e o posterior Parahippus. ParahippusSurgiu no inicio do Miocénio. O típico Parahippus era um pouco mais largo que oMiohippus, mas mantendo uma forma corporal semelhante e um tamanho de crânio igual. O Parahippus ainda mantinha os seus três dígitos, mas estava a começar a desenvolver os ligamentos elásticos que seriam de grande utilidade quando fosse um animal com apenas um digito. O Parahippus mostrou modificações graduais nos seus dentes, inclusive o estabelecimento permanente da crista extra que foi tão variável no Miohippus. OParahippus evoluiu rapidamente até se tornar um cavalo rápido e ágil, ao qual foi dado o nome de Merychippus gunteri. Os fósseis encontrados de Parahippus (Parahippus leonensis) que foram encontrados, são na verdade tão semelhantes ao Merychippus que se torna difícil traçar uma linha entre os dois géneros. MerychippusUm Merychippus media aproximadamente cerca de 80 cm, o maior cavalo daquela altura. O chanfro alongou mais um pouco, o maxilar tornou-se mais profundo, os olhos do cavalo “moveram-se” um pouco mais para trás, para dar espaço ás grandes raízes dos dentes, o cérebro aumentou de tamanho, tendo um neocortex fissurado e um maior cerebelo, o que fazia do Merychippus um cavalo mais inteligente e mais ágil do que os restantes. O Meryhippus possuía ainda três falanges, no entanto o peso de cada membro já assentava unicamente sobre um casco, que mantinha o seu movimento através de uma rede de ligamentos bastante elásticos e resistentes. O rádio e o cúbito do antebraço fundiram-se, eliminando assim a rotação do membro. Do mesmo modo a fíbula sofreu uma diminuição no seu tamanho. Todas estas mudanças ocorreram para que o cavalo em corrida conseguisse ter mais velocidade e agilidade de movimentos, mesmo em terrenos difíceis! Fins do MiocénioNos fins do Miocénio o Merychippus foi um dos primeiros animais a habitar as planícies. Este animal rapidamente evoluiu e deu origem a 19 novas espécies de cavalos que se dividiram em três grandes grupos. 1º - Os herbívoros de três falanges. Este género era extremamente resistente e adaptou-se bem ao seu novo habitat. O Merychippus dividiu-se em 4 diferentes géneros e cerca de 16 espécies. Estes espalharam-se desde o Novo mundo até ao velho mundo, em várias épocas de migração conjunta. 2º - Uma linha de cavalos mais pequenos que incluía os Protohippus e osCalippus. 3º - Uma linha de “verdadeiros equinos”, nos quais as falanges laterais estavam a diminuir de tamanho. O Merychippus deu origem a duas novas espécies: O M. sejunctus e o M. isonesus. Estes por sua vez deram origem ao M. intermontanus, M. stylodontus e M. carrizoensis. Como esta breve lista mostra, novas espécies surgiram em rápida sucessão, em todos os três grupos. Esta rápida especificação torna difícil determinar exactamente quais espécies surgiram primeiro, ou quais deram origem a quais. Através de toda a evolução das várias espécies, a fossa nasal destes animais tornou-se mais complexa. As novas espécies que entretanto foram surgindo foram desenvolvendo um certo tipo de glândulas semelhantes ás que possuem actualmente os veados e antílopes. Cavalos com uma única falange (casco)Concentremo-nos agora na linha do Merychippus, linha essa que conduziu aos “verdadeiros cavalos”. As ultimas espécies desta linha, tais como o M. carrizoensiseram cavalos largos, com pequenas unhas vestigiais na lateral do casco, na linha que divide o casco da quartela. Estes deram origem a dois grupos distintos que com o tempo acabaram por perder as unhas vestigiais. Á medida que estasalterações anatómicas ocorriam, desenvolviam-se ligamentos que tinham como objectivo ajudar a manter o casco estável durante a corrida em terreno difícil. Este grupo incluía: PliohippusSurgiu a meio do periodo Miocénico como um animal ainda com três unhas. A perda gradual das unhas é visto no Pliohippus através de três diferentes épocas do Miocénio. O Pliohippus era bastante semelhante ao posterior Equus, o que fez com que até recentemente se pensasse que seria o seu antecessor directo. Duas diferenças significativas esclareceram este ponto. O Pliohippus tinha uma fossa nasal bastante funda, enquanto que a do Equus não era tão funda. Além disso, os dentes do Pliohippus eram bastante mais curvados do que os do Equus. Apesar de o Pliohippus estar relacionado com o Equus não foi uma evolução directa de um para o outro. AstrohippusO Astrohippus foi um dos descendentes do Pliohippus, outro cavalo que tinha apenas uma unha (casco). Este animal possuía também uma fossa nasal bastante pronunciada. DinohippusE finalmente a terceira geração de cavalos com uma só unha (descobertos recentemente). O antecessor directo do Dinohippus ainda não é conhecido. As espécies mais recentemente conhecidas são o D. spectans, D. interpolatus, e D. leidyanus. Estes já tinham diversas parecenças com a espécie Equus, no que toca á anatomia do casco, dentes e forma do crânio. Os dentes eram ligeiramente mais estreitos do que no Merychippus, e as fossas nasais diminuíram significativamente. Uma espécie que surgiu um pouco mais tarde foi chamada deD. mexicanus. Esta espécie tinha os dentes ainda mais estreitos e fossas nasais menores. O Dinohippus era o tipo de cavalo mais comum na América do Norte, e acredita-se que tenha dado origem ao Equus (relembremos que o Equus tinha os dentes muito estreitos, direitos e quase não tinha fossas nasais. EquusChegamos então ao Equus, a génese de todos os equinos modernos. O primeiroEquus media cerca de 90cm/1m (?) mas já possuía um corpo de cavalo. Coluna rígida, pescoço longo, pernas compridas, alguns ossos dos membros fundidos e sem nenhuma rotação, chanfro comprido, curvilhões baixos. O cérebro era um pouco mais baixo do que no Dinohippus. Tal como o Dinohippus, o Equus era (e é) um animal com uma única unha (casco), possuindo ligamentos elásticos que impedem que o casco torça ou saia do sitio. Os exemplares da espécie Equus possuem ainda o código genético que faz com que continuem a surgir unhas vestigiais. Por vez acontece um poldro nascer com unhas completamente formadas, mas de tamanho diminuto. As mais recentes espécies de Equus conhecidas formavam um grupo de três, conhecido como Equus simplicidens. Estes tinham ainda algumas características primitivas do Dinohippus, tais como uma ligeira fossa nasal. Tinham também listras de zebra e um crânio de burro. Tinham provavelmente crinas duras e erectas, uma cauda com pouco pêlo, membros listrados e alguma perda de pêlo no corpo. Estes diversificaram- se rapidamente em 4 grupos diferentes, e pelo menos 12 espécies novas. Estas novas espécies coexistiram pacificamente com outras como o Astrohippus, enquanto prosseguiam a sua evolução natural. Durante a primeiro era glaciar (fim do Pliocénio) várias espécies de Equus migraram para o Velho Mundo. Algumas entraram em África e deram origem ás zebras que conhecemos actualmente. Outras espalharam se através da África do Norte, evoluindo para espécies adaptadas a condições desérticas. Outras espécies espalharam- se através da Ásia e Europa, mais concretamente aquele que foi considerado o “verdadeiro cavalo”: Equus caballus. Outras espécies Equus espalharam-se pela América no Sul. Comparemos o Equus ao Hyracotherium e podemos concluir que nunca poderiam ser considerados do mesmo “tipo” pois as diferenças entre ambos sugerem uma evolução a longa escala. Equinos ModernosGradualmente foram desaparecendo os cavalos com três unhas. A maioria dos cavalos com uma unha, que habitavam na América do norte acabaram também por desaparecer à medida que tinha lugar uma era glaciar. No entanto, os exemplares da espécie Equus conseguíram resistir até cerca de um milhão de anos atrás. A espécie Equus estava presente por todo o território de África, Ásia, Europa, América do Norte e América do sul. No Pleistocénio, na América do Norte e América do Sul houve diversas espécies que se extinguiram, incluindo grandes mamíferos. Todas as espécies equinas que habitavam estas zonas desapareceram, assim como o mamute e o tigre dentes de sabre. Estas extinções em massa parecem ter sido causadas por uma combinação de alterações climáticas, assim como um excesso de procura e caça destes animais. Pela primeira vez em milhões de anos não havia espécies equinas nas Américas. Os únicos exemplares do género Equus (e de toda a família equidae) que sobreviveram: ConclusãoPara muita gente, a espécie equina é o exemplo clássico de evolução. À medida que mais e mais fósseis de cavalos foram sendo encontrados algumas ideias sobre a evolução destes animais foram mudando, mas os equinos não deixam de ser um bom exemplo quando nos referimos a evolução. De facto, temos agora fósseis de diferentes espécies e géneros, que nos permitem avaliar as causas de uma outra outra especificação própria do processo evolutivo. Além de mostrar que houve de facto uma evolução, o fóssil equidae mostra outras características da dita evolução: - A evolução não acontece numa linha exacta. é como um arbusto que se vai desenvolvendo, sem ter um objectivo predefinido. A evolução do cavalo não teve um sentido inerente. Há a noção de que houve de facto um desenvolvimento da espécie porque acontece apenas um dos géneros estar vivo, o que leva algumas pessoas a pensar que a evolução tinha como objectivo esse género específico. A evolução equina é um ramo bastante diversificado, que está amplamente descrito nos livros e textos de biologia. - Não há nenhuma “tendência” verdadeiramente consistente. Seguir uma linha desde o Hyracotherius até ao Equus mostra que várias alterações se foram dando, tais como a redução do numero de dígitos, aumento do tamanho dos dentes e modificação dos mesmos em prol da mudança de alimentação, alongamento do chanfro, aumento do tamanho do corpo. Mas estas alterações não se verificam em todas as linhas de evolução. A tendência principal foi o aumento da altura dos exemplares, no entanto há espécies que não respeitam esta regra, ou seja, que diminuíram de tamanho em relação aos seus antecessores (Archeotippus, Calippus). Alguns cavalos desenvolveram fossa nasal, outros perderam-na. Estes traços não evoluíram necessariamente juntos ou de uma forma constante. Por exemplo, durante todo o período eocénico os membros mudaram muito pouco e somente os dentes evoluíram. Durante o período miocénico dentes e extremidades (dos membros) evoluíram rapidamente. As taxas de evolução dependem das pressões ecológicas que a espécie tem que enfrentar. - Novas espécies podem surgir através de mecanismos evolucionários diferentes. Por vezes as espécies podem afastar-se das características dos seus antecessores (ex: Miohippus do Mesohippus) e passar a co-existir com os mesmos. Outras espécies podem surgir através de uma alteração genética nos seus antecessores. Por vezes apenas um ou duas espécies surgiam, ou então haviam longos períodos sem surgir nenhuma nova espécie (ex. em todo o período Eocénico só o Hyracotherium existiu), outra vezes haviam um vasto leque de novas espécies, quando as condições ecológicas o permitiam. De novo a evolução ocorre de acordo com as pressões ecológicas a que estão sujeitas os indivíduos das várias espécies e nas variações ocorridas dentro das várias espécies. A evolução acontece no mundo real, com variações diversas, não podendo ser reduzida a um processo simples e único. |
Dentição Equina - suas fases, idade do cavalo, e problemas
A dentição de um cavalo é das coisas mais importantes que devemos saber, por várias razões; para constatar o bem-estar do animal, para compreender a sua anatomia e saber como agir com ele, para saber com alguma precisão a idade do animal (para não cairmos em esparrelas), etc... Ora, tal como nós, também os cavalos têm uma dentição específica, que, no caso deles, distingue machos de fêmeas.Como?Ora, um cavalo adulto macho tem 40 dentes, enquanto que as fêmeas adultas têm 36. Esta diferença deve-se à ausencia dos caninos nas fêmeas. Além disto, a sua dentição vai sofrendo mudanças ao longo da sua vida, uma vez que sofre desgate e os seus dentes têm crescimento contínuo. As fases são, no total, 7. Estas mudanças dão-se sempre, mas sempre, das pinças para os cantos, portanto, nos incisivos. Um dente divide-se em 3 partes – a raiz, o colo, e a coroa – e varia de forma consoante a idade do anima, sendo que os dente de leite são mais curtos e redondos e os dos adultos são mais longos e afiados. Enquanto que nós, humanos, temos dentes sem mesa nos incisivos(o que significa que na ponta mais externa não temos praticamente área, é mais como que uma lâmina) com os cavalos não acontece o mesmo, sendo que eles têm dentes largos na extremidade, para puderem trancar, puxar e rasgar as ervas necessárias, tendo assim maior área de contacto. Esta áera, com o desgaste dos dentes, ao longos do tempo, vai diminuindo. Constituição da dentição: Os dentes dividem-se (de frente para trás) em incisivos, caninos(nos machos), prémolares e molares. Os incisivos são 12 (6 no maxilar superior e 6 no maxilar inferior), os caninos são 4 (no mesmo esquema que os incisivos), 12 prémolares (6 + 6) e 12 molares (6 + 6). Esta é a dentição adulta. No caso dos poldrinho, no total, e antes de mudar a dentição, tem 24 dentes dentes caducos. são os 12 incisivos e os 12 molares. Fases: A dentição, sofrendo mudanças ao longos dos anos, divide-se em 7 fases. Fase 1 - Erupção dos Caducos - Nascem os pinças (dentes incisivos da frente) até à 1º semana de vida; - Nascem os médios (dentes incisivos seguintes aos pinças) até ao 1º mês de vida; - Nescem os cantos (incisivos mais das pontas) até ao 6º mês de vida. Fase 2 - Rasamento dos Caducos - Rasam os pinças ao ano; - Rasam o médios ao ano e meio; - Rasam os cantos aos 2 anos. Fase 3 - Muda dos Caducos - Os pinças mudam-se aos 2,5 anos e acabm de crescer aos 3 anos; - Os médios mudam-se aos 3,5 anos e acabam d crescer aos 4 anos; - Os cantos mudam-se aos 4,5 anos e acabam de crescer aos 5 anos. Fase 4 - Rasamentos dos Definitivos Surgem os caninos nos machos, entre os 5 e 6 anos. - Começam a rasar os pinças aos 6 anos - Começam a rasar os médios aos 7 anos; - Começam a rasar os cantos aos 8 anos. Fase 5 - Arredondamento dos Incisivos Nesta fase, os incisivos que antes eram rectos na parte de fora e redondos na parte interior, começam agora a ficar arredondados, devido ao desgaste. - Os pinças começam a arredondar aos 9 anos; - Os médios, ao 10 anos; - Os cantos entre os 11 e 12 anos. Fase 6 - Triangularidade Na continuidade do desgaste dos dentes, começa a atingir-se a triangularidade, o que significa que os dentes tomam a forma de triângulos, com o bico virado para dentro. - Pinças – aos 14 anos - Médios – aos 15 anos - Cantos – entre os 16 e 17 anos Fase 7 - Biangularidade Nesta fase o ângulo feito entre os incisivos do maxilar superior e inferior começa a agudizar. Até esta data os dentes eram mais ao menos verticais uns com os outros...a partir de agora, começam a ficar em forma de <...progressivamente. - Pinças – aos 18 anos - Médios – aos 19 anos - Cantos – aos 21 anos Também começa a surgir, perto dos 10 anos, uma linha nos cantos superiores, que começa em cima, perto da gengiva e atinge, aos 20 anos, o fim do dente. Esta linha é conhecida como Linha de Galvayne. Problemas relacionado com a dentição: Surgem, por vezes, problemas relacionados com a dentição dos animais. Nestes casos, chamar um veterinário é uma boa opção, uma vez que na maioria dos casos, só a sua intervenção solucionará os problemas. Dois dos problemas possíveis são: - A Cauda de Andorinha– consiste numa aresta, formada nos cantos (incisivos), devido a desgaste do dente, na sua parte mais central, pelo que fica com um bico na ponta mais afastada dos pinças. A cauda de andorinha aparece por volta dos 7 anos e novamente por volta dos 13…em ambos os casos acabo por desaparecer, com o tempo e uniformização do desgaste. (cauda de Andorinha) Durante esta fase, à que prestar atenção especial às fezes do animal, tentando ver se a situação dentária lhe permite triturar e esmagar bem os alimentos, o que é vital para evitar problemas graves como cólicas. Já agora…monotorize-se tb se o animal diminui a quantidade de alimento ingerido, ou não. - o Dente de Lobo – este dente é um dente que cresce, em alguns cavalos (predominantemente fêmeas e de raças mais especificas, como o PSI e PSA), mesmo encostado ao 1º pré-molar, na barra em que funcionam as embocaduras. Como é fácil de perceber, dado que o ferro na boca vai trabalhar a provocar dor num dente e não a tocar na barra, que este traz problemas na monte do animal…que, devido à dor, se recusa a trabalhar, não responde da melhor maneira e até pode ser agressivo em reacção. Para evitar que estes casos atinjam tais proporções, o melhor método é proceder à remoção do Dente de Lobo, o mais cedo que o mesmo se encontrar, uma vez que em animais velhos, já este dente estará partido. |
29 de set. de 2010
O QUE É UM CAVALO?
O cavalo (do latimcaballu) é ummamíferohipomorfo, da ordemdosungulados, uma das seteespéciesmodernas do gênero Equus.Todos os sete membros da família dos eqüídeos são do mesmo gênero, Equus, e podem relacionar-se e produzir híbridos, não férteis, como as mulas.
Os cavalos (Equus caballus) são perfeitamente adaptados a diversos desportos e jogos, como corrida, pólo, provas de ensino ouequitação, ao trabalho e até à equoterapia (recuperação da coordenação motora de certos deficientes físicos).
Esses animais dependem da velocidade para escapar a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas.
Esses animais dependem da velocidade para escapar a predadores. São animais sociais, que vivem em grupos liderados por matriarcas.
Os cavalos usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros, a qual os humanos podem aprender a compreender para melhorar a comunicação com esses animais.
Sua longevidade varia de 25 a 30 anos.
O cavalo teve, durante muito, tempo um papel importante notransporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, umacarroça, uma diligência, um bonde, etc.; também nos trabalhosagrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida.
O cavalo teve, durante muito, tempo um papel importante notransporte; fosse como montaria, ou puxando uma carruagem, umacarroça, uma diligência, um bonde, etc.; também nos trabalhosagrícolas, como animal para a arar, etc. assim como comida.
Até meados do século XX, exércitos usavam cavalos de forma intensa em guerras: soldados ainda chamam o grupo de máquinas que agora tomou o lugar dos cavalos no campo de batalha de "unidades decavalaria", algumas vezes mantendo nomes tradicionais (Cavalo de Lord Strathcona, etc.)
Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (puro sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).
Como curiosidade, a raça mais rápida de cavalo, o famoso thoroughbred (puro sangue inglês ou PSI) alcança em média a incrível velocidade de 17 m/s (~60 km/h).
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